Fusão entre Fibria e Suzano é aprovada pelo BNDES

21/03/2018

Fusão entre Fibria e Suzano é aprovada pelo BNDES

Anúncio foi feito na noite desta quinta-feira (15) em comum acordo entre o banco de fomento e o Votorantim, dois controladores da Fibria; BNDESPar receberá uma parcela de R$ 8,5 bilhões em dinheiro mais ações da nova empresa, que já nascerá como a maior produtora de celulose do mundo.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (15) que aprovou a fusão entre as empresas Suzano e Fibria. A operação une as duas maiores empresas de celulose do país e transforma a companhia resultante em líder mundial em celulose de mercado.

As negociações foram conduzidas pela BNDESPar, subsidiária de participações acionárias do BNDES, e pela Votorantim S/A. As duas empresas compartilham o controle da Fibria.

A fusão sela uma vitória da Suzano sobre a holandesa Paper Excellence, que chegou a fazer uma proposta para comprar a participação da BNDESPar na Fibria Celulose. A oferta formal avaliou a empresa brasileira em R$ 40 bilhões.

"Será a maior empresa do agronegócio e a quinta maior empresa nao financeira do Brasil", afirmou o presidente da Suzano em São Paulo após o anúncio do negócio.

O negócio

Pelo acordo entre Fibria e Suzano, o BNDES receberá parte do pagamento em dinheiro, cerca de R$ 8,5 bilhões, e parte em ações da companhia resultante. O acordo, informa o banco de investimento, assegura ainda que acionistas minoritários recebam dinheiro e ações nas mesmas condições dos controladores.

Os acionistas da Fibria Celulose receberão um total de R$ 29,04 bilhões e 255 milhões de novas ações da Suzano.

O BNDESPar seguirá com participação de 11% na empresa, posição que poderá ser vendida no futuro. Segundo o BNDES, a operação é garantida por consórcio de bancos privados e sua conclusão está sujeita à aprovação de agências antitruste.

A Suzano será controladora e terá 46,6% da estrutura societária da nova companhia.

Exigências

Segundo o BNDES, foram negociadas melhorias de governança, que incluem a aprovação de uma política de indicação de conselheiros independentes.

A companhia resultante deverá, por contrato, manter, no mínimo, o mesmo padrão de responsabilidade socioambiental em que as duas empresas já eram referência.


G1