Azambuja aposta em legado de seu governo para campanha

12/04/2018

Azambuja aposta em legado de seu governo para campanha

Governador disse que enfrentou crise financeira durante mandato, mas não deixou Estado sucumbir
Apostando na reeleição para o governo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja disse que vai mostrar o legado que deixou, para conseguir o primeiro lugar no pleito de outubro. Entre os três melhores colocados, ele disputa a liderança com os pré-candidatos André Puccinelli (MDB), exgovernador, e Odilon de Oliveira (PDT), juiz federal aposentado. Durante coletiva na manhã de ontem (11), ele ressaltou que os 79 municípios tiveram investimentos em todos os setores, destacando saúde e educação. “Se olhar a teia da Caravana da Saúde, da regionalização da saúde, é uma coisa real. olhar obras nos 79 municípios, também é real. Todos os municípios, hoje, têm investimentos: habitação, saneamento e infraestrutura. Se olhar o crescimento no setor educacional, não é só o salário do professor, mas notas do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] que melhoraram”. Conforme Azambuja, uma das principais dificuldades de seu governo foi superar a crise econômica brasileira, que reduziu os investimentos do governo federal e, consequentemente, do Executivo estadual. “Acho que ninguém passou o que os estados passaram nestes três anos, a maior crise do País. E Mato Grosso do Sul, graças ao empenho de muitos, não sucumbiu. Não teve afetado pagamento de salário, de fornecedores e projetos de investimentos”, afirmou. Destacando sua vitórias durante os três primeiros anos à frente da administração do Estado, Azambuja voltou a citar a crise de segurança pública que tem ocorrido em outras unidades da federação, como no Rio de Janeiro, onde foi necessária uma intervenção militar. “Olha o Brasil no desmonte da segurança pública, e nós, aqui, nos mantendo como o terceiro Estado mais seguro do País. Diminuiu os indicadores de violência. Isso é fruto de trabalho e planejamento. A população é sábia e inteligente de ver o que é melhor para o Estado. No momento oportuno, ela terá a oportunidade de escolha”, argumentou, destacando as eleições de outubro. Questionado sobre as pesquisas eleitorais, que têm colocado Puccinelli e Odilon à sua frente na escolha da urna, o administrador do Estado justificou que a população ainda não parou para pensar nas eleições. “A gente vê crescimento de algum candidato e diminuição de outros. Isso é uma sazonalidade. A campanha em si começa após 15 de agosto. Não sabemos quais candidaturas estarão registradas até lá, mas o grande legado do governo é a responsabilidade e o enfrentamento à crise”. Assim como quando a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) concorreu à Prefeitura de Campo Grande, neste ano, o secretário de Administração, Carlos Assis, vai sair da gestão para coordenar a campanha do PSDB. “Vou ajudar a administrar até quando der e, depois, sair para campanha de reeleição do Reinaldo”.

Correio do Estado