“Simone era interrogação”, diz prefeito

08/08/2018

“Simone era interrogação”, diz prefeito

O PSD, partido do prefeito Marcos Trad, não apoiou a senadora Simone Tebet (MDB) porque a candidatura dela era “um ponto de interrogação”. Assim declarou o chefe do Executivo municipal de Campo Grande, ao esclarecer os motivos que levaram o seu partido a coligar-se com o PSDB e apoiar o governador Reinaldo Azambuja, candidato à reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul. Trad ressaltou que o PSD estava avaliando três candidatos: Reinaldo, Odilon de Oliveira (PDT) e Humberto Amaducci (PT). “Simone era um ponto de interrogação até o último minuto da colocação”, declarou. Por este motivo, o partido descartou uma aliança partidária. O prefeito contou que o partido não podia ficar de fora das eleições. “O PSD não lançou candidatos para o governo e é preciso apoiar alguém, pois tem que participar das eleições por determinação da Justiça Eleitoral. Time que não participa do campeonato perde torcida”, esclareceu. Os integrantes do PSD se reuniram para discutir os critérios dos candidatos. “Analisamos se os candidatos tinham boa-fé, ficha limpa e vontade de levar o Estado avante”. Conforme Marcos, os três empataram. “A gente acredita que o Reinaldo tem boa vontade, Odilon tem bons propósitos e Amaducci é bem-intencionado. Os três são ficha-limpa. Se a Justiça eleitoral disse, eles são autorizados a participar do pleito”, comentou. Porém, o que pesou foi o critério de experiência administrativa, conforme o chefe do Executivo municipal. “Se a decisão fosse para escolher quem elaborasse decisão jurídica, o PSD apoiaria Odilon, sem sombra de dúvida. Se a decisão fosse para apoiar alguém de luta e contribuições sociais, a gente apoiaria Amaducci”, citou. Mas o critério vitorioso foi o extenso currículo do atual governador. “Como é para administrar o Estado, escolhemos alguém que já foi prefeito duas vezes, deputado estadual uma vez, deputado federal uma vez e governador por quatro anos”, avaliou.

Correio do Estado