Arthur é o ritmista que Tite precisava

13/09/2018

Arthur é o ritmista que Tite precisava

Antes da Copa do Mundo, Tite disse que precisava de um ritmista. Um jogador no meiocampo com inteligência e talento para reger o jogo da seleção. Se há algo a concluir no amistoso contra El Salvador é que Arthur é esse jogador. Misto de volante com meia, ele é um fiel representante ao estilo de Xavi, Iniesta e Xavi Alonso – uma adaptação mais difícil do que parece. Arthur é muito diferente do tipo de volante ou meia que você está acostumado a ver no Brasil. Ele não é um “primeiro volante”, como Casemiro, ou um volante que sobe ao ataque e tem boa finalização, como Paulinho, Bruno Henrique ou Fred. Seu jogo não é brasileiro. Pertence a uma tradição muito ligada aos espanhóis e holandeses: a dos meio-campistas. O que define um grande meio-campista não é sua relação com a bola, como pensamos. É sua relação com o espaço.  O grande objetivo de um jogador assim é criar condições para que seu time sempre tenha a posse de bola sob controle e domínio. É como se Arthur sempre vigiasse e fosse uma espécie de regente do ataque. Ele fica mais atrás, como uma retaguarda ao ataque. É o guardião da bola: se o ataque não deu certo, ele se coloca como uma opção de passe para que o time não perca a bola e continue a atacar.

Correio do Estado