Deputados avaliam reflexos da operação

14/09/2018

Deputados avaliam reflexos da operação

Deputados estaduais comentaram sobre o reflexo da Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal, nas eleições de 2018, principalmente no que diz respeito à tentativa de reeleição do governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB). O líder do Executivo estadual foi um dos alvos dos 14 mandados de prisão e 220 mandados de busca e apreensão deflagrados pela PF. De acordo com parte do texto do pedido de prisão temporária, Azambuja só não foi preso por causa dos “prejuízos socais e econômicos” que o Estado poderia sofrer. Mesmo sem prisão decretada, a maioria dos parlamentares acredita que o impacto é negativo para a camparlamentar. Zé Teixeira foi preso em operação da Polícia Federal VICTOR CHILENO/ALMS Eu tenho compromisso com o Reinaldo e faço compromisso para cumprir. Eu falei que iria para o PSDB, mas pediram para não ir e conversar” Zé Teixeira, sobre mudar do DEM para o PSDB panha de Azambuja, além de “sujar mais ainda” a imagem dos políticos. “Sofremos com a descriminalização da política, com essas ações, a imagem do político fica pior ainda”, disse o deputado estadual e candidato à reeleição Maurício Picarelli (PSDB). O deputado Paulo Siufi (MDB) afirmou que já tem ouvido nas ruas as pessoas fazendo comentários sobre as prisões e os mandados de buscas que ocorreram na manhã de quarta-feira, em Campo Grande. “Com certeza, essa operação vai refletir no pleito de outubro. Mas tudo isso é uma tristeza, acaba caindo sobre todos nós”, completou o parlamentar. Apesar de reconhecerem que os reflexos serão negativos, os parlamentares disseram que apenas por meio das pesquisas de intenção de votos é que o Estado terá uma confirmação do real impacto da operação. “Que tem reflexo, tem! Mas não sabemos mensurar a proporção, o Mochi [presidente da Assembleia Legislativa e candidato ao governo do Estado] pode se beneficiar, sim, mas temos que analisar pra onde vai migrar esse pessoal”, declarou o deputado Márcio Fernandes (SD), supondo que os eleitores de Azambuja não vão mais votar nele em razão do seu envolvimento na operação.  O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa, deputado José Carlos Barbosa (DEM), Barbosinha, não soube formar opinião em relação aos reflexos das prisões e dos mandados de busca e apreensão de políticos, empresários e pecuaristas. “Não sei dimensionar ainda, vamos observar os próximos passos”, declarou. O impacto já pôde ser visto na sessão desta quintafeira do Legislativo, em que a maioria dos deputados da base do governador não compareceu, a sessão durou menos de uma hora e os parlamentares não apreciaram nenhum projeto de lei, pois não teve ordem do dia.

Correio do Estado