Alguns nomes são especulados para compor novo secretariado

31/10/2018

Alguns nomes são especulados para compor novo secretariado

Deputados falam em Azambuja “puxar” alguém da base aliada na Assembleia Legislativa

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) só deve começar a pensar em montagem da nova equipe depois do feriado do dia 2 de novembro, mas alguns nomes estão sendo especulados. Ele não tem intenção de fazer concessões políticas, mas poderá rever posição por gratidão à deputada estadual Mara Caseiro (PSDSB) – derrotada nas urnas – e também para construir base política sólida na Assembleia Legislativa.  O deputado Professor Rinaldo Modesto (PSDB) está sendo lembrado para assumir a Secretaria Estadual de Educação. Com isso, abriria vaga para Mara no Poder Legislativo. Mas tudo não passa ainda de especulação política nos bastidores da Assembleia. Ontem, o governador confirmou à Rádio CBN a sua determinação de promover mudança no secretariado para o segundo mandato. “Estamos pensando, sim”, afirmou Azambuja. Ele admitiu, mais uma vez, o plano de fazer fusões, mas não especificou quais seriam essas pastas. Essa mudança reduziria o número de secretarias ou cargos do segundo escalão. “Primeiro, é uma adequação de algumas estruturas administrativas para a gente poder fazer fusão”, disse Azambuja, sem antecipar as pastas que serão agregadas a partir do segundo mandato. “O governo que se inicia em janeiro é um novo governo, com outras prioridades”, ressaltou. Sem antecipar quais seriam os secretários mantidos ou afastados, Azambuja destacou a importância da mudança. O critério adotado para composição da nova equipe continua sendo técnico. Mesmo sendo político, o cargo será ocupado por pessoa qualificada na área. Um exemplo seria o político Professor Rinaldo, na Educação. Ele é da área, mas o governador nem insinuou ainda a sua indicação para o cargo. O seu nome vem sendo ventilado na Assembleia, por questão de acomodação política de aliados. “Algumas pessoas vão se manter e outras, com certeza, nós faremos alternância”, afirmou o governador. “Isso é importante porque se faz um oxigênio novo, traz novas ideias”, enfatizou, resistindo em falar sobre nomes justamente para evitar problemas no fim de governo. “Não dá ainda para dizer quem, mas estamos pensando realmente quais mudanças serão importantes”, afirmou. Outro nome lembrado para a equipe do governador Reinaldo Azambuja é o do Coronel Davi (PSL), eleito deputado estadual, com segunda maior votação: 45.903 votos. Ele é hoje indiscutivelmente o político de Mato Grosso do Sul mais próximo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Davi seria o nome para a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Uma das prioridades do governador é investir na segurança na região de fronteira com Paraguai e Bolívia, o que depende muito de recursos da União, e o Coronel Davi poderia, como secretário de Segurança, ajudar na liberação desses recursos.  O deputado estadual reeleito José Carlos Barbosa (DEM), o Barbosinha, afirmou ontem não ter intenção de voltar à Secretaria de Segurança. Ele deixou o cargo para disputar a eleição. O plano dele é concorrer à Prefeitura de Dourados, no pleito de 2020. Um dos grandes aliados de Azambuja no segundo turno, o deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) seria outra opção. Ele contrariou a orientação partidária de apoiar o Juiz Odilon de Oliveira (PDT) para ficar com Azambuja. O problema seria o primeiro suplente de Rocha, o deputado Paulo Siufi, não reeleito. Ele combateu Azambuja na campanha eleitoral e, portanto, seria arriscado abrir espaço para manter na Assembleia um parlamentar que poderá fazer oposição. Há ainda o deputado Paulo Corrêa (PSDB). O nome dele foi citado pelo deputado Onevan de Matos (PSDB) ao falar sobre o plano de Azambuja de “puxar um deputado” para o secretariado. “O governador deve escolher alguém daqui. Eu não quero. Corrêa é um bom nome, bem relacionado, gosta de se comunicar. Ele joga em qualquer posição. É um polivalente”, afirmou.

Correio do Estado