Presidente eleito define pelo menos 15 ministérios

01/11/2018

Presidente eleito define pelo menos 15 ministérios

Na reunião desta terça-feira, 30, a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), avaliou fusões em ministérios que podem chegar de 15 a 17 pastas. Atualmente, há 29 ministérios. Além do superministério de Economia, que englobará Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e o da Agricultura, que juntará com o do O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão temporária do inquérito que investigava o presidente Michel Temer por supostos repasses ilegais da Odebrecht ao MDB. A decisão foi tomada na segunda-feira (29) e lançada no sistema processual do STF ontem (31).

 A suspensão, pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, vigorará até que Temer deixe a Presidência da República, em 31 de dezembro. Fachin determinou que, após o término do mandato, o processo siga para o Ministério Público Federal, que atua na Justiça de primeira instância, a fim de que os procuradores decidam se denunciarão Temer ou não. “Defiro o pedido formulado pela Procuradoria-Geral da República, determinando a suspensão temporária do trâmite destes autos”. Meio Ambiente, a Casa Civil também deverá se juntar à Secretaria de Governo, que será comandada pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Ciência e Tecnologia, que terá como ministro o astronauta Marcos Pontes, será unido ao Ensino Superior.

Também haverá a fusão do ministério da Infraestrutura com o de Transportes. Já o de Desenvolvimento Social unirá os Direitos Humanos e cogitase uma mulher ligada a movimentos sociais para ocupar o cargo. Haverá ainda a fusão do ministério da Justiça com o da Segurança Pública, para onde se cogita o juiz federal Sergio Moro. Há uma dúvida em relação ao Ministério da Integração Nacional, se este deverá juntar o das Cidades e de Turismo. Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional. Ana Amélia (PP), que foi candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin, é “um nome disponível” para ocupar algum ministério. Já o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que era cogitado para ocupar o Ministério das Relações Exteriores, foi descartado.

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