Desafio de Azambuja é corrigir os erros do primeiro mandato

06/11/2018

Desafio de Azambuja é corrigir os erros do primeiro mandato

Governador reafirmou decisão de promover mudança no secretariado para atender a outras prioridades

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) reiterou ontem, em Corumbá, a sua determinação de promover mudanças no secretariado a partir de janeiro. Mas não ficará só nisso. Ele reconheceu erros na atual administração para serem corrigidos no segundo mandato. “Novo governo em 1º de janeiro e vamos corrigir erros que cometemos”, afirmou ele, sem especificar quais serão as correções de rumo e quais são as falhas na gestão. A mudança do perfil da sociedade foi um dos pontos indicados por Azambuja para executar o plano de governo no segundo turno. “Em 2014, quando disputamos [o governo], disparado era a saúde o maior problema e a segurança pública já está em segundo lugar”, comentou. A medida adotada na gestão atual para minimizar os problemas foi criar a Caravana da Saúde. Para ele, o plano teve bons resultados. Agora, o desafio é encontrar solução para a segurança. Esse será um dos temas de discussão de Azambuja com o presidente da República eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL), no dia 14. Para o governador, o segundo mandato será desafiador como o primeiro, mas com outro rumo. “As demandas mudam e o governo tem que mudar para atender às prioridades da população”, afirmou ele. Azambuja foi reeleito em votação apertada no segundo turno, vencendo o juiz federal Odilon de Oliveira (PDT) por 677.310 a 616.310 votos. A diferença foi de 60.888 votos. O importante para ele foi a vitória e a aprovação da maioria dos eleitores a sua administração. O governador destacou também sua trajetória política começando como prefeito de Maracaju e também a atuação na Assembleia Legislativa como deputado estadual.  “Passei pelo crivo do Executivo e também do Legislativo e exercer governo na crise faz você adquirir experiência, mas a crise impede de tomar algumas atitudes”, disse Azambuja. Uma das prioridades que o governador adiantou é em relação aos investimentos na área da saúde e no fortalecimento da atenção básica.  Azambuja declarou que pretende continuar com escolhas técnicas para compor o secretariado e, sobre acomodar todos os aliados no ninho tucano, o líder do Executivo estadual disse que nunca partidarizou o governo. “Vamos pegar propostas dessas bancadas, de outros partidos [que me apoiaram] e vamos analisar. Não precisa barganhar cargo, isso deve ser escolhido com competência”, explicou Azambuja. Outra proposta que, segundo o governador, será adotada logo em janeiro é o incentivo fiscal para empresários que contratarem jovem e mulheres vítimas de violência doméstica. “Eles terão tratamento especial no nosso governo”. Sobre as propostas defendidas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro de cortar privilégios na administração pública, Azambuja disse que também compactua com essa linha de pensamento. “Não é tirar direitos e, sim, cortar privilégios. Direitos adquiridos não se tiram. Precisamos diminuir grandes salários”, declarou o chefe do Executivo estadual. Azambuja citou proventos que ultrapassam R$ 30 mil por mês. “Vamos também fazer reformas, diminuir secretarias”, reforçou ele. Uma das reformas que têm sido defendidas por Bolsonaro é sobre a diminuição do número de partidos e a transformação do voto obrigatório em facultativo. “Sou a favor também e defendo o voto distrital misto, que aproxima o eleitor do candidato”, afirmou o governador.

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